quinta-feira, 22 de março de 2012

Em qual deus você crê?

  “Creio no Deus que fez os homens... não no deus que os homens fizeram.” (Karr)

Você já parou pra pensar que a cada dia cresce mais e mais o número de igrejas? O triste é que nem todas “nascem” com o propósito exclusivo de promover a palavra de Deus e o amor. Há quem discorde, mas o fato é que o dinheiro já se tornou o deus de muitos líderes espalhados pelas igrejas de cada esquina.

Acredito que muitos dos líderes religiosos, que se envolvem em escândalos relacionados ao dízimo e oferta dos fiéis, realmente promovem benefícios, curas e milagres para muitas pessoas. Não questiono esses benefícios. No entanto por outro lado, fazem campanhas gigantescas para arrecadar dinheiro do povo, justificando que são para obras e missões. Estão sempre dizendo que para deus agir e dar a vitória é preciso sacrifícios, e sendo bem direto, a maioria dos sacrifícios tem outro nome: “DINHEIRO”.

O que questiono é o porquê andam tão bem vestidos (geralmente roupas de marca), compram jóias caríssimas, carros, fazendas, sendo que pregam a simplicidade e o desapego aos bens materiais? Até concordo que arrecadar dinheiro com a finalidade de promover obras e ajudar o próximo é uma boa iniciativa. Porém arrecadar para enriquecimento próprio, como eles mesmos dizem, é um grande PECADO. Todos - inclusive líderes religiosos - têm o direito a prosperidade, abundância e riqueza. Acredito que Deus não é a favor da pobreza, miséria e sofrimento de ninguém. Mas usar o nome de deus para explorar e sugar o dinheiro dos fiéis, muitos deles pobres trabalhadores assalariados não é justo.

Deus não vende felicidade, cura, libertação ou salvação. Deus não derrama bênçãos através de trocas ou negócios. O único critério para alcançar tudo isso, segundo o próprio Jesus, é a fé e a oração. Portanto, não acredite em tudo que pregam por aí. E lembre-se: acredite no Deus que criou os homens e não no deus que os homens inventaram e inventam...

segunda-feira, 19 de março de 2012

Alice no país das armadilhas...


Tic tac, tic tac...
Depressa não perca tempo. Vamos você não pode ficar fora dessa...
E nosso desejo fala maior, não temos tempo para pensar, e quando percebemos já estamos completamente seduzidos e individados. A principio tudo é fascinante e encantador. A possibilidade do ter, nos engrandece, nos eleva, nos torna cegos, nos encanta, nos motiva e nos endivida.

A preocupação ou falta de dinheiro, não são problemas para realizar seu sonho de consumo. Basta pedir um cartão de crédito, um talão de cheque, ou ainda assinar a promissória. O importante é você ter o que quer e sentir-se “feliz”. Não importa se é útil, se seu vizinho, conhecido ou amigo pode ter, você também pode. É uma sensação mágica, poder comprar o carro novo, o apartamento, a viagem, o vestido, o sapato, ou qualquer outra coisa, tudo se transforma a nossa volta quando você pode comprar.

Em qualquer lugar, as propostas são tentadoras. Todos te querem, ou melhor todos querem o seu dinheiro. Mas quando ele acaba você não é mais desejado e sim perseguido. A Rainha “Sociedade Capitalista” se revolta contra você. Você é excluído do seu círculo social, seu carro financiado é tomado, sua casa e bens penhorados, enfim você percebe que caiu em uma perfeita armadilha.

Quando você perda a possibilidade do “ter”, o que resta é apenas o “ser”. É aí que você se descobre um SER triste, vazio e solitário. No entanto, mesmo sofrendo nem todos mudam. Apenas alguns começam a entender o sistema e passam a perceber que o que mais precisam não é capacidade de ter ou comprar coisas para exibir a pessoas que nem são importantes. Começam a entender que este tipo de pensamento, é resultado de uma minoria interessada em dominar seus desejos e suas vontades. Passam a ver o mundo capitalista diferente, descobrem que o egoísmo, a ganância, o individualismo só nos ilude e nos leva a consumir, consumir e consumir.

Os padrões da sociedade capitalista são rígidos e impõem que para viver no “país das maravilhas” você precisa “ter” e ponto final. Você precisa ter condições de consumir isso ou aquilo, e então criam inúmeras falsas necessidades, procurando fazer com que você acredite que sua felicidade depende dessas necessidades. Mas você pode escolher seguir ou não o coelhinho branco e entrar na “toca” das maravilhas encantadoras... Só não demore muito para se decidir, porque as ofertas e promoções são limitadas!
Tic tac, tic tac...

terça-feira, 6 de março de 2012

Liberte-se dos pensamentos convencionais...

"A verdadeira liberdade é um ato puramente interior, como a verdadeira solidão: devemos aprender a sentir-nos livres até num cárcere, e a estar sozinhos até no meio da multidão." (Massimo Bontempelli)

Apesar de alguns pensarem que tem o direito de dominação sobre outros, não nos permitamos ser prisioneiros de ninguém. Não nos tornemos escravos de nada, principalmente do dinheiro. Todos somos cidadãos iguais, todos temos os mesmos direitos e deveres. Sejamos livres em todos os aspectos e valorizemos nossa liberdade.

Vamos parar de pensar de modo convencional. Para sermos livres de fato, precisamos primeiro libertar nossa mente e nossa forma de pensar. Enquanto não pensamos ou enxergamos os excluídos da sociedade ("nóias", mendigos, crianças viciadas...) como cidadãos, enquanto negamos seus direitos, tratando-os como animais ou seres inferiores, estamos contribuindo para o aumento da desigualdade, condenando e dividindo nossa própria espécie entre dominadores e dominados. Não precisamos de presídios, não precisamos de armas, algemas ou qualquer outro meio autoritário que leve a dominação, submissão ou prisão. Precisamos de uma sociedade que promova a solidariedade, a justiça e a igualdade.

domingo, 4 de março de 2012

Grandeza humana...

"O homem é alguma coisa mais do que um simples animal que traja roupas. A sua natureza íntima é divina; ainda que a sua divindade se encontre oculta pelo véu da carne".  (Alba)

Como é bom saber que ainda existem pessoas que são capazes de atitudes tão nobres, como Vítor Suarez. Talvez ele não seja lembrado nos livros de história, já que estes em sua maioria reconhecem apenas aqueles que possuem títulos de nobreza ou riqueza, ou tenha feito um ato de grandes proporções, ou algo similar. Então, provavelmente Vítor (um homem simples e sem títulos), fique de fora de tais livros, no entanto, não podemos negar a grandeza de seu gesto. 
Ainda assim, como disse no início, é bom saber que apesar de vivermos em uma sociedade extremamente capitalista, onde o individualismo e o interesse de alguns poucos prevalecem sobre a grande maioria; contrariando esta realidade, ainda encontramos exemplos de pessoas que nos fazem acreditar que a esperança de um mundo melhor, de paz e igualdade ainda sobrevive.
Na correria e agitação do nosso cotidiano, muitas vezes nos tornamos insensíveis, mesquinhos e não somos capazes de enxergar as necessidades dos que estão a nossa volta. Ficamos tão preocupados com nossas tarefas, obrigações, corremos de um lado para o outro em nossa vidinha de formiga, que raramente nos sobra tempo para estender a mão, ajudar ou simples pensar em ajudar o nosso próximo.
Acredito que o primeiro passo que nós precisamos dar, se realmente queremos um mundo melhor, é reconhecer e admitir que este enfrenta uma forte crise. Reconhecendo esta realidade, devemos estar atentos, nos policiando e promovendo a mudança a partir de nossos pensamentos e nossa consciência, de forma que estes reflitam diretamente em nossas atitudes. Através dessa mudança de consciência, consequentemente mudaremos nossa visão em relação ao próximo, superando preconceitos e limitações, escalando e vencendo muros e barreiras que construímos devido nossa ignorância, muros que nos afastam e nos tornam incapazes de perceber a essência que habita em cada um.
É fato que os maus exemplos -aqueles que se distanciam da sua essência e que através de suas atitudes se aproximam mais da condição de monstros, do que de verdadeiros seres humanos- estes, existem em maior número. Mas não nos importemos com aqueles que nos envergonham. Vamos nos espelhar naqueles que nos orgulham, que nos fazem acreditar que a vida vale a pena, que nos mostram que o sentido maior de nossa existência consiste em simplesmente fazer o bem...

sexta-feira, 2 de março de 2012

Fórmula perfeita: Educ+ação

Outro dia vi uma reportagem que tratava do problema da cracolândia em São Paulo. Fiquei pensando sobre a atitude do governo, que para tentar acabar com a situação, promoveu uma forte ação policial. Para mim, isso é tem outro significado e nome. Na verdade, o que governo queria era fazer uma limpeza social. Particularmente acredito que a polícia sozinha não resolveu e não jamais resolverá este tipo de problema. Prender ou bater, não soluciona o problema da dependência química de nenhum viciado.
            A meu ver, a grande preocupação do governo é mascarar a realidade brasileira, afinal, em breve teremos eventos que atrairão turistas do mundo todo e para isso é necessário mostrar que o Brasil é um “paraíso”.
Sou a favor de mostrar as coisas boas do Brasil, mas sou contra esta idéia de esconder os pobres, os excluídos, os mendigos... Isso é mentir. Pacificar favelas através da invasão policial, remover famílias pobres de certas áreas em algumas cidades, tudo isso, não passa de estratégia com a finalidade de promover um novo paisagismo nas grandes cidades do país. É remover tudo e todos que poluem a paisagem da cidade maravilhosa, da capital paulista, enfim a imagem do Brasil perfeito.
Não sei o que de fato resultou no problema cracolândia, da criminalidade e de tantos outros problemas sociais que enfrentamos; mas penso que um fator decisivo na formação de um cidadão de bem, é a educação.
Para prevenir a ação policial, ação judicial, ou qualquer outro tipo de ação, basta acrescentar o EDUC antes da ação....