segunda-feira, 30 de abril de 2012

Você "é" o político que você elege!

       "O mais profundo ideal da democracia é o povo representar a si mesmo". (Miguel Littín)

       Você escolheria um bandido, um corrupto, um ladrão para te representar?
       Eu não escolheria.
       Posso estar sendo contraditório, mas penso que o povo precisa sim de representantes, mas o povo não pode simplesmente deixar que estes façam deste país o que bem quiserem. Eleger representantes, é nomear aqueles que defenderão os interesses do povo. O poder está nas nossas mãos.
       Alguns chamam isso de utopia, mas para mim, chama-se Cidadania.
       É preciso cautela na hora de escolher um candidato.
       Acredito que o trecho a seguir, de autoria de Frei Betto, é uma excelente forma de testar a honestidade e veracidade das palavras do seu candidato.

       "Os próximos meses terão, como pauta prioritária, as eleições municipais de outubro. De novo, muita baixaria vai rolar... O importante é o eleitor não torcer o nariz para o processo eleitoral. Lembre-se: quem tem nojo de política é governado por quem não tem.
Deixo uma sugestão: faça uma lista de 10 prioridades que você e sua comunidade (associação, sindicato, ONG etc) consideram urgentes ao seu município. Tire cópias. Toda vez que um candidato a prefeito ou vereador vier pedir voto, pergunte, sem mostrar a lista, se concorda com os 10 pontos. Se disser que sim, apresente a lista e exija que ele assine. Se não assinar, alerte os eleitores." (Frei Betto)

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Quem são os índios?



No dia de hoje, 19 de abril, comemoramos o dia do índio. Na verdade, para muitos hoje é um dia comum, como qualquer outro. Infelizmente algumas datas passam a ser apenas um lembrete no calendário, sendo que são poucos os que entendem o real significado de tais datas comemorativas.

No entanto, é preciso não apenas ter esta data especificada no calendário nacional, mas reconhecer o índio e acima de tudo respeitá-lo, respeitar seu espaço, respeitar sua dignidade, enfim respeitá-lo em sua totalidade. Ao contrário do que diz a história, eles já viviam aqui bem antes de os portugueses “descobrirem” nossa terra abençoada, que a principio recebeu o nome de Terra de Vera Cruz.

Não bastasse toda a violência sofrida no passado, pelo tratamento dado pelos portugueses que roubaram, enganaram e maltrataram nossos “irmãos índios”, hoje eles ainda continuam sendo roubados, mas desta vez pelo próprio povo.

Portanto, hoje é um dia importante sim, um dia que devemos refletir sobre os direitos dos nossos “irmãos índios”. Reconhecer e enxergar o índio como um ser que tem seus direitos, e que devem ser respeitados.  Eles não precisam de muito para serem felizes, mesmo assim o pouco que precisam, muitas vezes ainda lhes são negados. Quando digo reconhecer seus direitos, com certeza têm aqueles (poderosos e ambiciosos proprietários de terras) que jamais concordariam com isso; afinal o que os índios mais precisam, é de terem seu espaço respeitado, espaço este que quando não é tomado, é cada vez mais reduzido.

Hoje dia do índio, compartilho com vocês uma parte da história do índio Celestino, que vive na comunidade indígena do Pium, em Alto Alegre – RR. Após uma breve entrevista, compreendi sua luta e conclui que ele é um verdadeiro “guerreiro”. Dentre os pontos marcantes, ele confessou que desde criança sofreu com as mentiras do “homem branco”, daquele que só pensa em explorar o próximo. Iludidos com a falsa promessa de dar criação e estudo para Sr. Celestino, seus pais permitiram que ele fosse levado por um “homem branco” quando ainda era criança. Não é de se espantar que isto tenha acontecido, afinal é natural aqui nesta nação, que começou e em minha opinião ainda permanece uma terra de exploração e injustiça. 

Sr. Celestino pode até ser considerado por alguns como apenas mais um “desocupado”, mas para mim este Homem é um exemplo de ser humano, que apesar de todo o sofrimento que já sofreu e ainda sofre, não desistiu e nem desiste de lutar. E o que o torna ainda mais digno de meu respeito e admiração, é que ao contrário dos seus oponentes, promove uma luta justa e limpa, sem violência ou armas, apenas com suas palavras e sua simplicidade através de suas composições e assim procurando conscientizar o povo e as autoridades dos direitos dos índios. Espero que muitos outros“Celestinos”, possam se unir e lutar pelos direitos dos índios e de todos os outros grupos sociais, que sofrem e são sacrificados pelos interesses da sociedade capitlaista. Vamos fazer desta data, um dia de união; vamos todos juntos (“homens brancos” e índios) esquecer as diferenças e nos unir por uma sociedade justa e igualitária!

Autor: Fernando Costa

segunda-feira, 16 de abril de 2012

A raiz do mal...

"Para cada mil homens dedicados a cortar as folhas do mal, há apenas um atacando as raízes." Henry David Thoreau

Sempre existiram homens determinados a mudar os rumos da humanidade, e todos praticamente falharam. Foram muitas tentativas em vão, algumas propostas mais simples e outras muito radicais; desde ideias comunistas até os ideiais nazistas, todas essas iniciativas fracassaram.

O desejo de revolucionar o mundo faz parte do ser humano. Muitas são as lutas contra a fome, a pobreza, a violência, o preconceito. Porém poucos conseguem ver que o problema da pobreza não é o mendigo, o problema da violência não é o “nóia viciado”. São poucos os que conseguem perceber que a raiz do problema esta em cada um que permite que tudo isso aconteça. Remover o mendigo ou o viciado das ruas, escondê-lo ou jogá-lo longe dos olhos da sociedade, não resolve o problema das drogas e nem da pobreza. Não basta apenas dar comida ao faminto, é preciso dar condições para que tenham uma vida digna.

É fácil enumerar mil um motivos para justificar os problemas sociais. Difícil é pegar a “enxada” e arrancar as raízes, ainda mais quando essas são as que sustentam a sociedade.