sábado, 23 de fevereiro de 2013
O Brasil que somos e o BraZil que "fingimos" ser.
Agora que o Brasil vai virar o centro das atenções, querem consertar o que está errado desde sempre.
Pacificação nas favelas? Quando foi que o governo se preocupou com os favelados?
Internação compulsória? Em que outra época houve tanta boa vontade por parte do governo em recolher os dependentes químicos e oferecer tratamento para recuperação?
E os incêndios “sem causa” que destroem “bairros” de gente trabalhadora e que tem apenas aquele barraco?
Chega de hipocrisia. Não basta mascarar os problemas sociais que são do conhecimento de todos. Sou contra este tipo de posicionamento. Sou contra, pois sinto que tais ações que o governo tem tomado, são provisórias e motivadas apenas por interesses relacionados aos grandes eventos esportivos que o país vai sediar. Portanto tais medidas que vem sendo tomadas visam apenas vender uma imagem de um BraZil que na realidade não existe.
Sou a favor de uma política que pratique ações comprometidas com a transformação verdadeira da realidade brasileira. E transformação, não se resume em retirar ou remover aqueles que são tratados pelos governantes como “sujeira”, aqueles que “estragam” a imagem do país. É preciso uma política de transformação constante, que realmente busque “transformar”a realidade social do Brasil, investindo em uma educação e saúde pública de qualidade, que assegure o direito de alimentação, trabalho, moradia, segurança, enfim que garanta condições DIGNAS para todo cidadão brasileiro, e não apenas privilegie aqueles que possuem recursos financeiros ou os interesses de uma minoria.
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