quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O Homem da "Idade Mídia"

"A massa sustenta a marca; a marca sustenta a mídia; e a mídia controla a massa."

O termo “Idade Mídia”, acredito ser bem pertinente e coerente à realidade atual, pois traduz de forma simples a maioria dos valores que nós geralmente adotamos como nossos. Na verdade não adotamos por vontade própria. Se refletíssemos um pouquinho que fosse, chegaríamos à conclusão que somos “forçados” inconscientemente a acreditar em tudo que vemos, ouvimos ou lemos em algum meio de comunicação. É o que penso ser os novos mandamentos, os “santos mandamentos” da mídia.

Nossa forma de ser e nosso comportamento, são espelhados nos padrões que a mídia cria, divulga e todos aceitam, e reproduzem. A forma como vestimos, a marca do que vestimos, o perfume que usamos, o carro que compramos, o novo modelo de celular que queremos, ocultamente existe algo influenciando todos os nossos desejos de consumo. E quando, não pensamos ou pensamos, mas não nos importamos e permitimos este ciclo, entramos nesta cadeia viciosa e nos tornamos prisioneiros, “escravos” do consumo, destinados a sustentar a riqueza de poucos e a miséria de milhões.

Como contribuímos para tudo isso? Comprando coisas desnecessárias. Enquanto continuamos comprando sem pensar, sempre haverá alguém querendo vender qualquer “porcaria”. A partir do momento que passarmos a agir com consciência, revendo nossas reais necessidades, enxergaremos também as necessidades do nosso próximo. E quando isto vai acontecer?

Quando cada cidadão consumidor, isto é válido não só para jovens, adultos e idosos, mas também para as crianças, afinal elas precisam ser conscientizadas desde cedo; quando cada um for capaz de se questionar sobre o porquê, para que, ou quem está querendo fazer com que compre tal coisa, aí sim estaremos nos tornando livre. Assim, deixaremos de ser meros “condutores” e passaremos a ser “construtores” de uma nova estrada, que nos levará rumo a uma sociedade mais harmônica, sustentável, igualitária e livre.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A imagem do Brasil...


Somos uma nação conhecida mundialmente como o país do futebol, onde muitos brasileiros batem no peito e sentem orgulho por isso. Não sou contra, mas penso que precisamos ser sensatos e não permitir que este amor pelo futebol nos cegue, e se transforme em uma forma de sedução e ilusão utilizadas por uma minoria visando interesse e enriquecimento próprios.

Até quando as pessoas continuarão olhando... superficialmente os fatos, sem enxergar a realidade e os interesses ocultos nos mesmos? Fico me perguntando como a maioria das pessoas, se deixa enganar em relação aos megaeventos esportivos que acontecerão no Brasil? Você já pensou em quanto dinheiro será investido?

Não há mal nenhum em construir estádios, o esporte é um direito sim. Mas, o que não concordo, é que haja tanto investimento nesses eventos, enquanto faltam escolas em algumas regiões do país, faltam hospitais, e nos hospitais que existem faltam equipamentos, medicamentos, infra-estrutura e ainda estão superlotados. Ah, ainda em relação aos estádios, é importante ressaltar que estamos pagando tudo, desde a construção, a mão de obra e o material. Mas o pior é que sempre que quisermos assistir um jogo, usufruir de tudo isso, ainda precisaremos pagar mais uma vez. E se você é assalariado e sonha assistir um jogo da copa se prepare, comece a economizar, caso contrário, vai ficar só na vontade.

Enquanto correr atrás de uma bola, for mais atrativo que estudar, enquanto nossos filhos continuarem sonhando serem jogadores e a educação ficar em segundo plano, o Brasil continuará sendo o país do futebol. E assim continuaremos pobres, continuaremos sendo visto aos olhos do mundo como o país do futebol, das mulheres gostosas, do crime, da corrupção e do samba. Triste é que alguns ainda continuam se sentindo orgulhosos por isso...

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Escravidão Moderna...

"Quem quer que seja que ponha as mãos sobre mim para me governar é um usurpador, um tirano e eu o declaro meu inimigo." (Pierre-Joseph Proudhon)

A ganância, a ambição e o poder são os combustíveis que movem a maior parte das pessoas, principalmente os líderes e representantes do povo. Precisamos estar alertas a todo o momento e em todos os lugares. Não podemos permitir que roubem nossa liberdade. Atualmente o desejo de dominação, parte de todos os lados.

Nas escolas, somos alfabetizados, aprendemos a ler, a escrever, mas não nos ensinam a pensar como homens livres. Somos “educados” para dar continuidade à “escravidão moderna”, sempre a servir os interesses da minoria que “esmaga” sem piedade alguma, a grande maioria. As nações, vivem uma disputa que leva ao limite a exploração dos recursos naturais e domínio da classe trabalhadora, tudo para obter o título de maior potência econômica. Somos enganados, induzidos a acreditar que para sermos felizes, precisamos consumir um novo produto, serviço, ou, seja lá o que for. Sempre inventam algo, com o objetivo de nos fazer acreditar que aquilo é essencial para nossa felicidade. Em algumas religiões, as pessoas são completamente manipuladas por seus líderes, que “comercializam” a salvação em nome de um deus que particularmente desconheço, afinal, o Deus que creio é o que prega o amor incondicional ao próximo, a igualdade, a solidariedade. Esses líderes são capazes de levar multidões a agir cegamente e chegar ao ponto de cometer loucuras, acreditando que assim estarão no reino dos céus.

Não podemos nos silenciar e permitir nenhum tipo de alienação. Não podemos deixar que controlem nossos pensamentos, nossos sentimentos ou nossas ações nos tornando fanáticos, preconceituosos e ignorantes. Que possamos tirar a venda de nossos olhos, abrir nossa mente, nossa consciência, buscando o conhecimento que nos conduz a verdadeira libertação. Vamos remover qualquer tipo de prisão que querem nos submeter.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Um circo chamado Brasília!

Ao menos uma vez, você já deve ter ouvido alguém dizer que a união faz a força. No entanto, penso que as pessoas não levam a sério este poder que é fruto da união do povo. Talvez não saibam que quando nos unimos por um mesmo ideal, realmente temos um grande poder. Na verdade, muitos podem até saber que o povo unido tem força, mas brincam e acabam pagando um alto preço.

Quando olhamos e analisamos o passado, encontramos muitas conquistas alcançadas graças à união, força, e luta CONSCIENTE do nosso povo. Há alguns anos, a indignação e descontentamento do povo, motivaram milhares de brasileiros sedentos por mudanças, a pintarem suas “caras” e saírem às ruas para lutar por um país melhor.  Atualmente, não sei se é falta de esperança, ou excesso de descaso e descompromisso da juventude, mas acredito que eleger um comediante semi-analfabeto a deputado federal, como forma de protesto, não é a melhor opção para demonstrar nossa indignação. 

Se verdadeiramente estamos cansados desse “circo” e queremos dar um basta a toda esta palhaçada, se buscamos mudar os rumos da nossa política e do nosso país, precisamos sair da inércia, ir à luta, deixar de eleger “palhaços” e acima de tudo, não podemos permitir que nos “pintem de palhaços”. Façamos como os brasileiros de outrora, vamos mostrar que somos conscientes de nossa força, vamos mostrar a nossa cara, mostrar que temos voz ativa, vamos às ruas, vamos à luta.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Mente de Marionete...


Sempre ouvi dizer que a vida é uma escola. Uma das diferenças entre a escola comum e a vida, é que esta muitas vezes não permite usar borracha, ou quando permite, deixa marcas borradas que refletem em outras páginas do nosso livro.
Na escola temos mestres, métodos de ensino, um sistema educacional que acreditamos nos tornará aptos para encarar o futuro. É assim que a grande maioria, alunos, alguns professores e principalmente os pais pensam. Mas este sistema trabalha com moldes, o famoso siga o exemplo, que condicionam o aluno a se tornar um excelente imitador. No final as boas ou más notas, “definem” se aquele será bem sucedido ou fracassado fora da escola. E quando acabamos esta fase, entramos na escola da vida, onde as lições são mais difíceis e algumas vezes cruéis. Se erramos, somos massacrados e se acertamos raramente ganhamos um elogio. E assim, aos poucos vamos descobrindo nosso próprio caminho, aprendendo com os erros e acertos e concluímos que o que sabemos é uma gota, diante de tudo que a vida nos revela. Somente quando nossas crenças e certezas absolutas vão desaparecendo, é que começamos a enxergar o quanto temos para aprender. Quando atingimos este nível de consciência, diante da nossa pequenez humana e tiramos o uniforme da ignorância, do preconceito, da arrogância, e vestimos nossa verdadeira roupagem de eternos aprendizes.
É preciso sair do papel de marionete. Não podemos permitir que ninguém nos manipule. Precisamos parar de seguir os moldes que aprendemos, os padrões que nos são impostos e passar a questionar, buscar respostas e quando não as encontrar, então devemos abrir caminhos, dando os primeiros passos rumo a uma liberdade verdadeira.