Sempre ouvi dizer que a vida é uma escola. Uma das diferenças entre a escola comum e a vida, é que esta muitas vezes não permite usar borracha, ou quando permite, deixa marcas borradas que refletem em outras páginas do nosso livro.
Na escola temos mestres, métodos de ensino, um sistema educacional que acreditamos nos tornará aptos para encarar o futuro. É assim que a grande maioria, alunos, alguns professores e principalmente os pais pensam. Mas este sistema trabalha com moldes, o famoso siga o exemplo, que condicionam o aluno a se tornar um excelente imitador. No final as boas ou más notas, “definem” se aquele será bem sucedido ou fracassado fora da escola. E quando acabamos esta fase, entramos na escola da vida, onde as lições são mais difíceis e algumas vezes cruéis. Se erramos, somos massacrados e se acertamos raramente ganhamos um elogio. E assim, aos poucos vamos descobrindo nosso próprio caminho, aprendendo com os erros e acertos e concluímos que o que sabemos é uma gota, diante de tudo que a vida nos revela. Somente quando nossas crenças e certezas absolutas vão desaparecendo, é que começamos a enxergar o quanto temos para aprender. Quando atingimos este nível de consciência, diante da nossa pequenez humana e tiramos o uniforme da ignorância, do preconceito, da arrogância, e vestimos nossa verdadeira roupagem de eternos aprendizes.
É preciso sair do papel de marionete. Não podemos permitir que ninguém nos manipule. Precisamos parar de seguir os moldes que aprendemos, os padrões que nos são impostos e passar a questionar, buscar respostas e quando não as encontrar, então devemos abrir caminhos, dando os primeiros passos rumo a uma liberdade verdadeira.

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