"A massa sustenta a marca; a marca sustenta a mídia; e a mídia controla a massa."
O termo “Idade Mídia”, acredito ser bem pertinente e coerente à realidade atual, pois traduz de forma simples a maioria dos valores que nós geralmente adotamos como nossos. Na verdade não adotamos por vontade própria. Se refletíssemos um pouquinho que fosse, chegaríamos à conclusão que somos “forçados” inconscientemente a acreditar em tudo que vemos, ouvimos ou lemos em algum meio de comunicação. É o que penso ser os novos mandamentos, os “santos mandamentos” da mídia.
Nossa forma de ser e nosso comportamento, são espelhados nos padrões que a mídia cria, divulga e todos aceitam, e reproduzem. A forma como vestimos, a marca do que vestimos, o perfume que usamos, o carro que compramos, o novo modelo de celular que queremos, ocultamente existe algo influenciando todos os nossos desejos de consumo. E quando, não pensamos ou pensamos, mas não nos importamos e permitimos este ciclo, entramos nesta cadeia viciosa e nos tornamos prisioneiros, “escravos” do consumo, destinados a sustentar a riqueza de poucos e a miséria de milhões.
Como contribuímos para tudo isso? Comprando coisas desnecessárias. Enquanto continuamos comprando sem pensar, sempre haverá alguém querendo vender qualquer “porcaria”. A partir do momento que passarmos a agir com consciência, revendo nossas reais necessidades, enxergaremos também as necessidades do nosso próximo. E quando isto vai acontecer?
Quando cada cidadão consumidor, isto é válido não só para jovens, adultos e idosos, mas também para as crianças, afinal elas precisam ser conscientizadas desde cedo; quando cada um for capaz de se questionar sobre o porquê, para que, ou quem está querendo fazer com que compre tal coisa, aí sim estaremos nos tornando livre. Assim, deixaremos de ser meros “condutores” e passaremos a ser “construtores” de uma nova estrada, que nos levará rumo a uma sociedade mais harmônica, sustentável, igualitária e livre.

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